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OS CINCO DIAS DE CARNAVAL

Percepções e vivências dos pesquisadores durante os cinco dias de carnaval no que diz respeito a mobilidade de foliões, organização dos blocos, relação com o contexto vivido entre outros.

PESQUISADOR 07 - 24 a 28/03/2017

Dia 24/02 - BLOCO FÚNEBRE

 

O bloco saiu da Praça da Bandeira, no bairro Mangabeiras, onde cheguei de ônibus. A concentração iniciou às 20h e a saída do bloco foi por volta das 22h. Descemos a Avenida Afonso Pena e, por ser uma região com poucas casas e muitos prédios residenciais, o contato dos moradores restringiu-se ao seu acompanhamento pelas janelas dos prédios. Em uma determinada parte, onde há casas, algumas crianças dançavam. Havia muito policiamento desde o início, na concentração na praça, até o momento em que fui pra casa (quando chegou no cruzamento da Av. Afonso Pena com a Av. Getúlio Vargas). Havia um carro da polícia atrás do bloco e policiais nas laterais. Apesar disso, não vi nenhuma abordagem violenta da polícia. O único problema que ocorreu foi que eles pediram para liberar uma das faixas na pista em que o cortejo estava acontecendo, mas provavelmente perceberam que não seria possível conter os foliões e deixaram para o bloco. Não havia cordão de segurança no entorno dos membros do bloco, que estavam bem misturados com os foliões. Foi o bloco em que mais percebi pessoas mais velhas, contando com a presença de muitos idosos e pouquíssimos adolescentes. Também pude perceber que boa parcela dos foliões era branca e pertencente a classe média a partir do questionário (analisando os bairros onde residiam e o meio de transporte utilizado para chegar no bloco). Voltei a pé para casa.

 

Dia 25/02 - BLOCO QUEM É O PAI?

 

Segundo o crowdmap, a concentração do bloco seria às 12h. Fui de MOVE da Praça da Savassi até a Estação Colégio Militar e andei um trecho a pé, quando cheguei no local marcado (que era em uma esquina onde havia um bar) só encontrei dois vendedores ambulantes retirando suas mercadorias do carro e um morador com seu cachorro conversando com eles. No bar havia um casal e o filho. A cena era muito cotidiana. Fiquei esperando das 12h às 14h por mais pessoas chegarem, mas apareceram poucas pessoas que ficavam um tempo ali esperando algo acontecer porque ouviram falar que teria um bloco naquele lugar, mas que depois ou voltaram pras suas casas, ou foram pro centro. Não apareceu nenhum membro do bloco. Todas as pessoas com quem conversei (exceto pelos ambulantes) eram moradores do bairro (que conta com muitos galpões e alguns conjuntos de prédios residenciais). Foi interessante observar que havia uma certa expectativa pelo acontecimento do bloco por parte dos moradores que estavam lá. Alguns até falaram que "se desse certo este ano, talvez até animassem participar nos próximos anos". Não havia nenhum policiamento até o momento em que eu saí e havia alguns banheiros químicos na rua. Fui embora a pé.

 

Dia 26/02 - BLOCO ALÔ ABACAXI

 

Fui até o bloco de MOVE e de metrô, que já estava muito cheio quando chegamos. Havia muito policiamento no local e nas ruas adjacentes, mas não presenciei nenhum problema. Não vi nenhuma interação dos moradores do local com o bloco, todos os entrevistados vinham de outros bairros da cidade. Junto do Garotas Solteiras, foi o bloco em que mais observei diversidade de pessoas, provavelmente devido à proposta do próprio bloco (que é assumidamente apoiador de grupos sociais minoritários, tais como LGBT, negros, mulheres etc.)

Não consegui chegar perto da bateria pois o local já estava muito cheio quando cheguei, portanto não consegui observar muitos detalhes no que tange à organização do bloco, mas vi que havia um trio elétrico com algumas pessoas em cima. Fui embora de Uber.

 

Dia 27/02 - BLOCO DO BIGODE

 

De acordo com a escala feita para cada bloco, no dia 27/02 eu deveria ter ido no Bloco do Bigode, no bairro Aparecida. No entanto, amanheci com febre e sem voz e não pude comparecer ao bloco, que era cedo. 

Apesar de não ter comparecido, mandei uma mensagem para a página do bloco no Facebook pois vi um vídeo com várias crianças tocando e achei interessante. A resposta que obtive foi a seguinte: 

"Olá, o bloco do Bigode é um bloco familiar e aberto. Conta com a participação de amigos. Os integrantes são de diferentes faixas etárias, tem crianças da família e filhos de amigos que participaram das oficinas e ensaios e saíram tocando no carnaval. Para o próximo ano pretendemos ampliar a participação infantil nas oficinas e ensaios, fazendo um trabalho mais elaborado de musicalização. O Bloco do Bigode foi idealizado no ano passado e este foi o primeiro ano de carnaval. O intuito é ter essa opção descentralizada para o bairro Aparecida e região. Quando tivermos ensaios e oficinas mandaremos convite para que venha conhecer nosso trabalho. agradecemos o interesse e esperamos ter coisas interessantes para tua pesquisa. Abraço"

 

BLOCO GAROTAS SOLTEIRAS

 

Consegui ir mais tarde no Bloco Garotas Solteiras, no Sagrada Família. Fomos e voltamos de Cabify. Quando cheguei já estava muito cheio e, novamente, não consegui chegar perto da bateria. No entanto perguntei para uma amiga que tocou no bloco como estava a organização do mesmo e ela me disse que havia o que eles denominaram de "cordão do amor" que o próprio bloco pediu para os foliões formarem na hora do cortejo, havia um caminhão de som onde ficaram alguns membros cantando. Havia muito policiamento e também houve um problema com o prosseguimento do bloco: por volta das 21h os policiais pediram para o bloco encerrar suas atividades, alegando que aquele era o horário combinado para terminar. No entanto, na página do bloco, foi dito que 23h havia sido o horário acordado com diversos órgãos competentes. Depois disso, o bloco subiu para a Rua Pouso Alegre tocando, mas poucos minutos depois carros da PM chegaram e dispersaram os membros.

Enquanto ainda acontecia o cortejo, foi perceptível certa interação dos moradores do local com os foliões, vários observavam pela janela, fotografavam, dançavam e cantavam junto, e um inclusive jogava água de mangueira nas pessoas. 

O bloco contava com a participação de um grande público LGBT (possivelmente porque, assim como o Bloco Alô Abacaxi e muitos outros da cidade, apoiam causas de minorias sociais).

 

Dia 28/02 - BLOCO BAQUE DE MINA

 

O bloco teve sua concentração e dispersão realizados na Praça Afonso Arinos. Fui e voltei a pé. Havia a presença de policiais acompanhando o bloco. Não foi possível observar grande interação dos moradores com o bloco, já que o trajeto foi feito em uma área predominantemente comercial, no entanto alguns acompanhavam das janelas dos prédios. A bateria do bloco é composta exclusivamente por mulheres e é regida por uma mulher, Daniela Ramos, que também rege outros blocos da cidade. Na formação, havia dançarinos homens (que trajavam saias) e logo em seguida a bateria. Não havia cordão, os foliões se misturaram com os membros do bloco. Havia muitas mulheres presentes e os foliões eram bem diversos.

PESQUISADOR 06 - 22 + 24 a 28/03/2017

DIA 22/03 - Bloco Chama o Síndico:

 

Chegamos cedo e à pé, fui com a Paola, meu namorado e uma amiga. Muito policiamento, mas os moradores aparentavam estar curtindo aquilo ali. Estava bem cheio por toda a área e era apenas quarta-feira. Estava bem organizado, mas havia um cordão que separava os foliões do trio elétrico, algo que achei meio ruim, visto que não me fez sentir parte do bloco. Apesar disso, tava tudo excelente, a música tava muito bem ensaiada e o som também estava audível. No geral, não havia muita uniformidade, pois as pessoas estavam vestidas de coisas variadas, sem remeter diretamente ao bloco. Tinha gente de lugares variados, inclusive de fora de BH, como Macaé no RJ. Fui embora de uber. 

 

DIA 24/03 - Bloco Tchanzinho da ZN:

 

Fui de ônibus com meu namorado e duas amigas, mas encontrei vários amigos da arquitetura lá. Muito policiamento. Fecharam a avenida que rolou o bloco; os moradores locais pareciam estar super abertos, visto que haviam vários moradores da região; havia pessoas de diversos lugares, inclusive de Salvador (BA) e dois gringos. A bateria demorou a se concentrar e o bloco atrasou pra sair. A bateria saiu até um mini trio-elétrico que era mais baixinho, o que achei bom porque dava pra ter um contato maior com o bloco. As pessoas também não estavam muito uniformes, vestiam coisas variadas, nem a própria bateria existia uniformidade: cada um do jeito que quisesse. Tinha gente de diversas classes sociais, mas especialmente classe média. Não se podia participar da bateria, entretanto, havia uma separação menor entre foliões e participantes, visto que o cordão de isolamento eram na verdade pessoas de mãos dadas.  Fomos embora de metrô até a Praça da Estação e depois pegamos um uber.

 

DIA 25/03 - Bloco Então Brilha:

 

Fomos de Uber e voltamos de uber e à pé; o bloco estava bem cheio, havia gente concentrada na praça da Estação esperando o bloco chegar e gente acompanhando-o na Andradas; havia muita uniformidade entre os foliões, visto que usavam trajes ou acessórios da cor do bloco (rosa e amarelo); muita gente da comunidade LGBT; a bateria estava bem organizada, porém bem separada dos foliões; tinha policiamento mais na praça da estação do que no caminho. Tinha mais gente de classes sociais, muitas pessoas de fora de MG também. Gostei bastante, mas acho que demorou demais até chegar na praça e depois ficou tumultuado demais, sem dar pra escutar direito o som. 

 

DIA 26/03 - 

 

Bloco Batiza:

 

Fui à pé com a Paola vindo de outro bloco. Como não encontramos o bloco da Véia, fizemos as entrevistas nesse bloco mesmo. Não havia muito policiamento, mal vi. As pessoas não estavam nem um pouco uniformes na vestimenta, contudo, uma maior uniformidade branca de maioria de classe média. Estava bem organizado, mas não vi muitos banheiros em volta; em certo ficou muito cheio e não consegui caminhar muito. As músicas eram variadas, tocava axé em geral, não deu para escutar muito bem. Fomos embora à pé para o bloco da Alcova que era perto. 

 

Bloco Alcova Libertina:

 

Fomos à pé e voltamos à pé até a Afonso Pena e depois uber; chovia muito e o bloco estava numa praça escalonada. Devido à chuva, o som estava bem ruim, mal deu pra escutar os rocks que estavam tocando; além disso, fez-se um lamaçal que ficou meio perigoso e desconfortável de dançar, já que estava escorregadio e o espaço livre era o gramado dos barrancos da praça. Achei um pouco desorganizado, mas ainda assim, havia banheiro e pouco policiamento. Não havia uniformidade entre classes e roupas. 

 

DIA 27/03 - 

 

Bloco Funk You:

 

Fomos à pé e saímos de lá para outros blocos à pé. Havia pouco policiamento. A aceitação dos moradores era grande entre os jovens entre 18-25 anos, visto que haviam vários deles lá. Esse dia as pessoas foram muito grossas comigo e com a Paola, sendo o único bloco que tive uma real dificuldade em entrevistar as pessoas. Foi bem chato isso. Estava tão cheio que não conseguimos chegar próximo ao bloco nem nada. Estava bem paia o clima lá. Grande uniformidade nas vestimentas das pessoas, mas nada que remetesse ao bloco. Todos da mesma classe social, aparentemente. Achei meio desorganizado. A separação entre foliões e participantes parecia ser bem clara. 

 

Bloco Garotas Solteiras:

 

Fomos de táxi e voltamos de uber. Havia policiamento e poucos banheiros. Não consegui perceber a recepção dos moradores no bairro, mas estava super cheio e animado. A bateria, no geral, estava bem uniforme, mas não na roupa; contudo, houve separação de folião e participante, mas ainda assim foi bem lega. Esse bloco estava bem variado, seja na questão de classe, de tribos ou de vestimentas. O bloco estava organizado, mas devido à multidão, eles mudaram o trajeto do bloco de última hora, aparentemente. 

 

DIA 28/03 - Bloco Magnólia:

 

Fui e voltei de uber. Tava super tranquilo, muita gente do bairro e um público mais velho. O policiamento era pequeno mas adequado. A bateria e as dançarinas haviam ensaiado super bem, estava super legal. Mais gente uniformemente fantasiada do tema do bloco (jazz); havia uma divisão entre folião e banda, mas achei ok porque as pessoas do bloco haviam ensaiado bem. Muitas pessoas do movimento Fora Temer. Havia muitas pessoas da EAD também. 

PESQUISADOR 05 - 22 + 24 a 28/03/2017

Chama o síndico 22/02

 

O bloco estava cercado com grades de ferro, o que impediu o contato direto com a bateria e o público, porém evitou atrasos ao bloco uma vez que não havia ninguem atrapalhando seu percurso. Havia muitos seguranças contratados e um trio elétrico grande. A Polícia estava muito presente, e não houve nenhum conflito direto com ela, porém houve o relato de diversos furtos durante o percurso. O bloco começou seu percurso na Praça tiradentes e desceu até a Praça sete, o que demorou das 19 até umas 22. A bateria possuia um numero limitado de pessoas e só participou quem ensaiou com eles. Não havia um uniforme porem a.maioria estava com roupas tropicais. O público era homogêneo e é a maioria do centro sul, algunsmoradores locais acompanharam pela janela o desfile.

 

Tchanzinho Zona Norte 24/02

 

O bloco aconteceu no bairro Dona Clara, saindo de uma praca local e caminhando ate o metro Dona Clara. Iniciou somente as 18, sendo que o evento era as 16. O publico era diversificado, com pessoas locais e de outras regioes, haviam criancas, jovens e bastante pessoas mais velhas. O bloco desfilou sem separacao do publico e ambulantes, somente com um cordao humano a frente dele, o que dificultou seu percurso porem aumentou muito a conectividade do publico com o bloco. Havia policia, porem nao muito e o clima estava muito Pacifico. O local contou com muitos ambulantes e comercio local tambem. Eu fui de onibus (5031) que parou bem perto do local e na volta pegamos o metro para a estacao central.

 

 

Entao brilha 25/02

 

No comeco nao consegui achar o bloco, pois havia muita gente e o percurso nao estava claro. Encontrei ele quando ele chegou na andradas, porem chegar perto era um desafio pois havia muita gente. O publico era diverso, e usavam fantasias na cor rosa e dourado ou fantasias que nao se relacionavan diretamente ao bloco. Era notavel que o bloco era um ponto de partida para outros que aconteceriam no mesmo dia e em locais proximos, como o bloco da praia, bloco dos trouxas, etc. O publico ficava logo ao lado do bloco e a bateria era bem grande juntamente com o trio eletrico. A policia estava presente em massa e vi ela abordando algumas pessoas, principalmente moradores de rua. Fui ate o bloco a pé e tambem voltei a pé, pois os outros meios de transporte nao estavam funciinando direito devido ao fechamento de ruas. Havia muitos comerciantes e lojas locais atendendo o publico, que desde as 9 da manha ja estavam consumindo bebidas.

 

 

Bloco do batiza  26/02

O objetivo era ir ao bloco da veia, porém eu e marion andamos ao redor da região onde seria o bloco e não encontramos ninguém… Como é um bloco pequeno sem evento no facebook ou algum lugat de divulgacao de informações, fomos para um bloco ao lado chamado Bloco do Batiza, que aconteceu perpendicular à rua Sapucaí, atrás da Praça da estação. Era uma bateria pequena com um trio elétrico de tamanho médio, o publico ficava em contato direto com o bloco e estava lotando toda a rua. Não enxerguei Polícia no local e haviam ambulantes em menor numero do que os outros. As entrevistas ocorreram tranquilamente e o povo era bem heterogêneo, notava-se que varios haviam acabado de sair do bloco Alo abacaxi, no Horto. Fomos de uber ate o bloco e de la seguimos a pé para o local do Alcova Libertina.

 

Alcova Libertina 26/02

O alcova divulgou seu local pelo facebook somente no sabado de noite, porem, como era previsivel, o local lotou e ficou mt dificil de escutar o bloco, ainda mais com a chuva forte caindo. Eles optaram por montar um palco fixo em uma local chamado Praca da Lavadeira, no floresta, com o objetivo de ocupar o local. Porem, o local era muito íngreme, e se tornou meio perigoso transitar la. Nao vi muita policia no local, porém haviam banheiros químicos, o que torna meio suspeito esse negocio de “local surpresa”, pois parece que houve um acordo previo com a prefeitura já que havia tais banheiros. Em certo ponto não conseguimos ouvir mais a música e é a chuva estava meio forte portanto voltamos para casa de uber. Os público não era muito heterogêneo e é a ideia de se tornar um bloco pequeno não funcionou, pois o local lotou e não comportou grande parte das pessoas.

 

Funk you 27/02

O bloco aconteceu no Funcionários perto da Timbiras com Contorno. Fomos a pé até la, e é o bloco estava relativamente cheio. Começamos a entrevistas e muitas pessoas foram má educadas e grosseiras, não sei se era cansaço do carnaval ou por causa da região as pessoas eram meio prepotentes. O povo não era heterogêneo e é a música não estava muito boa. O bloco era de tamanho medio e não percebi muita Polícia no local. Estava chovendo e achamos o bloco ruim então decidimos ir para o Garota solteiras.

 

Garotas solteiras 27/02

Fomos do funk you la a pé até o Corte devassa, porém não encontramos o bloco, então pegamos um taxi e fomos até o Garotas solteiras no Santa Tereza, na avenida Silviano Brandão. Chegamos antes do bloco começar, então fizemos a entrevistas, o pessoal foi muito mais receptivo do que o Funk you e estavam mais animados também. O bloco não era muito heterogeneo, porém contava com grande parte de ativistas LGBT, feministas,etc., devido ao bloco ser ativo nessas causas. Ficamos perto da bateria, e como havia muita gente no percurso e eles não estavam conseguindo andar com o bloco, eles tiveram que mudar o percurso para o lado contrário da avenida, o que atrasou um pouco o bloco. Tudo ocorreu pacificamente e havia policia no local, porém poucos ambulantes e banheiros. Não vi nenhum conflito, mas chegando em casa vi um relato no facebook de que a Polícia chegiu a tirar o microfone da mão dos cantores devido a “ problemas causados no trânsito”. Fomos embora de uber também, pois o bloco acabou tarde.

PESQUISADOR 04 - 24 a 28/03/2017

DIA 24/03

 

Blocos: WS elétrico, arrastão eletronico, agora danou (?)

 

Eu fui e voltei dos blocos de onibus (saindo do Barreiro e descendo próximo ao Pátio Savassi), não tive nenhum problema com o meio de transporte. Entre os blocos eu andei a pé. 

 

WS: O bloco me pareceu mais ou menos organizado mas acredito que seja mais pela localização (Praça da Liberdade), as vezes era dificil entender onde o bloco estava e quais os foliões que estavam acompanhado o bloco. Vi presença de policiais militares e guarda municipal na praça em geral, quando o bloco andou não percebi o policiamento. Foi dificil entender onde estava os participantes do bloco devido a alta concentração dos foliões. Pouquissimas pessoas com abadá do bloco e quase ninguém o conhecia.

 

Arrastão eletronico (praça da savassi): Vi presença de policia, apesar que percebi menos do que na praça da liberdade. Também me pareceu organizado e a os participantes do bloco estavam mais concentrados no "trio eletrico" do proprio. Vi que tinha carro do som tocando funk muito proximo ao bloco (claramente pessoas não relacionadas ao bloco já que estavam tocando musica alta mesmo com a musica do proprio bloco muito perto) mas não vi nenhum conflito (só do som das musicas que estavam se sobrepondo). 

 

Agora danou: não tenho certeza se eu encontrei o bloco (estava previsto para as 14 e mudou para as 21) porque a praça da liberdade não apresentava nenhuma diferença de quando estava no bloco WS. Inclusive aparentava ter o mesmo público. Nas entrevistas, as pessoas falavam que estavam no bloco WS e não sabiam do agora danou. Então não tenho certeza se mudou de bloco e as pessoas e eu não percebemos ou se não teve o bloco.

 

DIA 25/03

 

Blocos: eh ou não eh (Jardim América), quando come se lambuza 

 

Eh ou não eh: o bloco estava marcado para as 9h da manhã na programação oficial da prefeitura. Cheguei la aproximadamente 9h45 e só tinha 3 pessoas na rua começando a organizar - incluindo o dono do bloco (foto em anexo). Eu fui de carro e tive um pouco de dificuldade de achar onde era justamente porque não tinha começado nada ainda e perguntamos pra 3 moradores do bairro onde era o bloco e eles não sabiam da existência do bloco. Minha percepção do bloco não é tão fiel porque eu não presenciei. Em conversa com o dono, ele disse que não sabia o horario que estava na prefeitura e que o bloco era pequeno. Algumas pessoas chegaram depois das 10 da manha (8 pessoas) mas eram parentes e amigos do dono. Acredito que o bloco seja uma atração familiar - quase uma reunião de domingo - e que não é tão conhecido no bairro todo. Pelo tamanho, a estrutura estava suficiente, tinha banheiros quimicos e a rua estava liberada para transito loca, não vi policiamento. 

 

Devido a chuva na parte da tarde na região centro sul, não consegui completar os 30 questionários. Ao final da chuva, passei pela savassi mas por sentir insegurança e me sentir desconfortável no ambiente do bloco que estava lá, acabei voltando para o Barreiro. 

 

Também não vi nenhum movimento na parte central do Barreiro, apenas movimento de foliões indo para outros lugares nas estações do Barreiro e Diamante.

 

DIA 26/03

 

Bloco: Xandão e os cabaneiros 

 

Não achei o bloco, acredito que não tinha hoje. A rua de ponto de concentração não apresentava nenhum indicio que teve ou que teria um bloco ali no futuro mesmo constando no site da prefeitura e no aplicativo. Não achei nenhuma rede social relacionada ao bloco, apenas o evento do carnaval do ano passado. 

 

DIA 27/03

 

Bloco João Careca

 

Não consegui acompanhar o bloco nem fazer as entrevistas pois ocorreu um imprevisto (minha amiga que estava comigo tropeçou pouco depois de chegar lá e perdeu uma unha do pé, tive que ajudar ela a voltar pra casa).

 

Nós fomos da Savassi até a praça JK de Uber, quando chegamos o bloco ainda não estava lá. O pouco que eu vi do bloco estava bem estruturado, tinha policiamento e banheiros químicos. Não cheguei a ver ninguém com abadá do bloco e tinha pessoas de todas as idades. 

 

OBS: Sobre Barreiro: minha mãe disse que ia ter "carnaval" perto de uma escola no Barreiro depois de uma missa em uma igreja, parece que foi um evento organizado pela igreja. Nos moldes de festa de santo.

 

DIA 28/03

 

Bloco Baianadas - Buritis 

 

O bloco me pareceu muito maior do que eu achei que seria. Estava bem estruturado com agentes da BHtrans orientando o transito nas entradas e bastante policiamento. Muitos banheiros quimicos e muitos ambulantes. Pessoas de todas as idades, maioria jovem e quase ninguém com o abadá do bloco. Vi vários moradores acompanhado a festa pela janela dos apartamentos e tinha pessoas de outros bairros. A parte principal do bloco era em um trio elétrico e os foliões acompanhavam atrás apesar de ter muitas pessoas acompanhando sentadas ou em pé nos bares da região. 

PESQUISADOR 03 - 24 a 28/03/2017

Dia 24/02 - Bloco Tchanzinho da Zona Norte

A polícia esteve presente no evento, resguardando as áreas mais externas da Avenida por onde o bloco passaria, não houve confronto ou discussão. Muitos moradores foram para assistir o bloco, estavam no mesmo clima festivo de carnaval. Pessoas de outras localidades também era frequente, formando a massa maior dos foliões. Diria ter mais do que 4 mil pessoas, maioria jovem, mas que ainda misturava-se as outras faixas etárias.
O bloco em si tinha uma extensa bateria, com apenas um cordão humano para abrir passagem, logo depois, tinham um pequeno trio elétrico que seguiria até a estação de metrô. Muito bem organizado.

Fui de ônibus e voltei de metrô.

 

Dia 25/02 - Bloco Juventude e Polícia paz e prevenção

Bloco formado por alunos e jovens que participam do programa Juventude e polícia, muito mais organizado e com uma estrutura muito rígida. Tinha pelo menos 2 carros de polícia e da BHtrans para desviar o trânsito, trio elétrico (aparentemente financiado pelo deputado estadual Ricardo Faria). A bateria era formada por alunos da E. M. Alice Nacif, com a cobertura de professores da própria escola e de funcionários do posto de saúde da região. Quando o bloco iniciou tinha em torno de 5 pessoas que não faziam parte da organização. Chamava a atenção dos passageiros de ônibus que se dirigiam para o centro, e quando o bloco saiu da avenida principal e foi em direção a uma praça que os moradores saiam de suas residências e iam acompanhando o bloco.

Os foliões estavam entre crianças e adultos, alguns jovens e idosos, todos residentes na região.

Fui e voltei a pé.

 

Dia 25/02 - Bloco das Primas

A entrevista aconteceu com a organizadora do evento, Rosemeire, pois não estava previsto para começar as 11h e sim mais tarde; as primeiras impressões foram:

Tinham equipamentos básicos, como banheiro químico, obstrução de via para o evento, segurança (polícia fazia ronda).

A Senhora Rosemeire organiza tudo com seus familiares para que o evento aconteça, já é sua 3ª edição, respondeu ainda que fazia para chamar a comunidade a participar, era uma vontade pessoal e que a cada ano o bloco crescia. Para cada dia de carnaval tinha uma programação diferente: baile de fantasia com premiação, bateria com bloco e brincadeiras.

Foram pessoas que moram no bairro e redondezas.

Fui e voltei a pé e de ônibus.

 

Dia 26/02 - Bloco Dançaê ou Cowboys di Buteco

Localizado na Praça da Liberdade, tinha banheiros químicos e policiamento como é de costume na praça, porém não pude fazer muitas entrevistas ou ficar por muito tempo por causa da chuva, mas tinha em torno de 800 pessoas na região, o bloco tinha em torno de 400, maioria jovens e adultos.

Fui e voltei a pé.

 

Dia 27/02 - Baianas Ozadas

Fiz uma passagem rápida, impressões:

Organização do espaço confusa, visto que tinha estruturas de arquibancada e metade da pista cercada com grades, mas ficou muito tempo sem que os foliões pudessem entrar. Polícia e guardas em todos os lados, banheiros químicos em pontos focais, e trânsito redirecionado (mas alguns entrevistados reclamaram muito desta organização, além de dizerem que os meios de comunicação da prefeitura não informam bem sobre os blocos e faltam informações ou atualizações).

Foliões de diversas idades e localidades da região metropolitana. 

Fui e voltei a pé (antes que o bloco saísse).

 

Dia 27/02 - Retorno Bloco das Primas

O local tinha uma organização voltada para crianças, com brinquedos, algodão doce e pintura corporal disponíveis, o restaurante da Organizadora Rosemeire oferecia alimentos e bebidas (mediante pagamento), sem nenhum ambulante na área, tinha também uma placa informando que o vereador Prof. Wendel Mesquita apoiava o bloco. Tinha em torno de 50 pessoas, maioria crianças e mulheres, com música vindo de som. Um carro de polícia parou próximo ao evento. 

 

Dia 28/02 - Bloco Hoje eu to terrível

Segui as informações do site da prefeitura e não encontrava o bloco na região informada, o mesmo aconteceu com os entrevistados (moradores da região, jovens brancos). Quando retornei para casa, encontrei o evento no facebook e outras pessoas também procurando pelo bloco, uma das fotos disponíveis mostrava em torno de 50 pessoas, alguns ambulantes.

 

Dia 28/02 - Magnatas do Samba

Localizado na Praça da Liberdade, tinha banheiros químicos e policiamento como é de costume na praça. Muita gente se deslocava de um bloco que já tinha iniciado para este, diversas faixas etárias e localidades, maioria adolescentes e adultos, muitos ambulantes. A bateria não tinha uma divisão clara com o público e tinha carro de apoio.

Fui e voltei a pé.

 

Dia 28/02 - UsRetrô

Localizado numa avenida importante da região, tinha alguns banheiros químicos, mas predominava o consumo e utilização nos bares, alguns ambulantes espalhados, a polícia fazia ronda pela área. A via foi fechada nos dois sentidos, tinham muitos foliões, alguns dos entrevistados eram da moradia estudantil, mas a maioria eram de moradores e jovens. O bloco em si era pequeno e com banda.

Fui e voltei a pé

PESQUISADOR 02 - 24 a 28/03/2017

  • DIA 24/03

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  • ·     Bloco do Kanella (Praça da Savassi)/ Bloco WS Elétrico (Praça da Liberdade)

  • O início do bloco estava marcado para 15h, mas quando chegamos, por volta de 15h15, ainda não havia nenhuma concentração pontual. Resolvemos conversar com alguns ambulantes credenciados que estavam no local, e eles não tinham uma resposta concreta: um deles afirmou que os três blocos previstos para o local, desde 13h, estavam atrasados e não havia previsão de início; já outro acreditava que o bloco do Kanella havia sido cancelado. Não havia nenhum representante do bloco no local. Esperamos na praça da Savassi até 16h30, e ainda não havia concentração. Então resolvemos ir para a Praça da Liberdade, onde o Bloco WS Elétrico estava previsto para 17h. Quando chegamos a concentração em volta do carro de som era pequena, e o bloco ainda estava se preparando para sair. O policiamento estava mais concentrado na Praça da Liberdade, e não se observava policiais em volta do bloco, que estava um pouco para baixo, na avenida João Pinheiro. Os foliões que aguardavam a saída do bloco eram majoritariamente jovens, e alguns deles afirmaram estar participando do bloco pois conheciam a banda que tocaria de outros eventos. A maioria dos entrevistados não morava na região. Os representantes do bloco estavam identificados com abadás, e encontravam-se ou no carro de som ou em torno dele, não se misturando aos foliões. Quando retornamos à praça à noite, por volta de 19h, o bloco ainda estava acontecendo, com uma quantidade muito grande de foliões, e não observamos a presença de policiais no meio da multidão, além de termos presenciado furtos. O bloco terminou em torno de 22h, mas os foliões continuaram na praça mesmo com o término. Fizemos todo o percurso desse di a pé.

  • ·   Bloco Arrastão Eletrônico (Praça da Savassi)

  • O bloco estava previsto para 17h, no entanto, quando chegamos, por volta de 17h30, a concentração ainda não era tão grande e o bloco ainda estava em preparação. Não observamos representantes do bloco no meio do público, que era formado principalmente por jovens e adolescentes, alguns menores de idade. Os entrevistados não pareciam estar lá para participar do bloco Arrastão Eletrônico em específico, e não conheciam nada sobre ele; aparentavam estar apenas curtindo o carnaval no local e eventualmente resolveram participar do bloco. Além disso, a maioria das pessoas entrevistadas eram de outras regiões da cidade, foram do centro-sul. Nesse horário, o policiamento era bem reduzido, e não se observavam policiais em meio aos foliões. Também não havia infraestrutura para o bloco, como a presença de banheiros químicos. À noite, por volta de 22h30, o movimento na praça aumentou significativamente, e era difícil a locomoção em meio à multidão. O policiamento tornou-se maior, observando-se inclusive diversas abordagens de jovens pela polícia, além de policiais caminhando em meio à multidão. O público ainda era composto especialmente por jovens e adolescentes, e os estabelecimentos do local ou fecharam as portas ou impediam a entrada das pessoas. Os percursos que fizemos para esse bloco também foram a pé

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  • DIA 25/03

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  • Bloco A Pampulha é nossa

  • O bloco estava previsto para 14h, no entanto, tivemos muita dificuldade para ir da Savassi (onde moramos) até a Pampulha. Iríamos pegar o 5106 (Move) no ponto próximo à praça da Savassi. No entanto, nos deparamos com um aviso de que o funcionamento dos ônibus naquele ponto seria alterado em decorrência do Carnaval, mas não era informado o local específico de desvio, sendo informadas apenas as avenidas, sem o número (Contorno e Bias Fortes). Como, mesmo com o aviso, várias linhas estavam passando pelo ponto, resolvemos esperar. Após cerca de 1 hora, resolvemos voltar para casa e consultar o aplicativo da BH Trans (não estávamos com celular). Entretanto, o aplicativo não indicava os desvios decorrentes do Carnaval, ignorando-os e informando as rotas convencionais. Sem outras opções, decidimos descer a avenida Afonso Pena em direção a outro ponto do 5106 que conhecíamos. No caminho, encontramos funcionários da BH Trans auxiliando nos desvios da Afonso Pena, uma vez que uma parte dela havia sido fechada. Resolvemos questioná-los e, para nos ajudar, um deles consultou um PDF que havia recebido da BH Trans, mas que, segundo ele, não havia sido disponibilizado para a população. O PDF continha informações sobre os novos locais de passagem das linhas que haviam sido desviadas, mas, mesmo conseguindo nos ajudar, o funcionário parecia bem confuso, não demonstrando ter certeza absoluta das informações que nos passou. Decidimos continuar descendo a Afonso Pena, em direção a um dos locais informados pelo funcionário. No caminho, pouco depois da Praça Sete, encontramos um ponto e resolvemos pegar a linha 8001 do Move, que possibilitava a troca de ônibus em uma das cabines do Move da Antônio Carlos. Descemos na Estação SENAI com o objetivo de pegar o 5106, que contorna a Lagoa da Pampulha. No entanto, os televisores da cabine informavam que ele demoraria cerca de 30 minutos para passar. Resolvemos então pegar outro ônibus que estava próximo e nos levaria à Estação da Pampulha, de onde teríamos que caminhar até a Igreja de São Francisco de Assis, local de saída do bloco. Quando chegamos na orla da lagoa, não nos deparamos com nenhuma movimentação que indicava a ocorrência do bloco, e quando questionamos algumas pessoas que se encontravam no caminho nenhuma delas tinha informação sobre blocos no local. Foi então que encontramos um homem que, não sabendo de nenhum bloco na lagoa nesse dia, se dispôs a consultar um arquivo que tinha no celular, onde constava que o bloco na verdade só aconteceria no domingo, saindo mesmo da Igreja São Francisco de Assis. Como percebemos que não havia movimentação no local e não nos deparamos com nenhum outro bloco, acabamos indo embora. Saímos do local em torno de 23h30, andamos um trecho pela avenida Silviano Brandão e em seguida pegamos um Uber de volta para casa.

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  • DIA 26/03

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  • Bloco Vôconcê

  • O bloco estava previsto para começar às 14h, no bairro São Geraldo, fora da região centro-sul. Devido aos problemas que tivemos no sábado em decorrência dos desvios dos ônibus, buscamos informações no site da BH Trans e conseguimos pegar o ônibus sem grandes transtornos. O percurso até o nosso destino durou em torno de 40 minutos e o ponto de ônibus era bem próximo à praça em que o bloco estava concentrado. Ao chegarmos, nos deparamos com um estilo de bloco muito diferente do observado na região centro-sul, em especial no Centro e Savassi: o público era principalmente composto por famílias, adultos e crianças, também com a presença de muitos idosos. No entanto, não havia uma quantidade muito grande de pessoas, o que dificultou a realização de todas as entrevistas nesse bloco. Embora tenha sido um evento relativamente pequeno, restrito à praça, havia a presença de uma viatura de polícia, com três policiais na praça acompanhando as movimentações. Algumas crianças brincavam no parquinho do local, alguns adultos e idosos sentavam-se às mesinhas e nos bancos, conversando e acompanhando as músicas de longe, e outros acompanhavam o bloco de perto, curtindo e dançando. Os representantes do bloco estavam identificados com abadás, e misturavam-se aos foliões: como eram em sua maioria pessoas do bairro, aparentavam se conhecer. Com as entrevistas, descobrimos que o bloco era ligado à igreja do bairro, e esse havia sido um meio de divulgação do evento; muitas pessoas conheciam os representantes do bloco por frequentarem a igreja. De acordo com algumas entrevistas, esse foi o primeiro ano de participação do bloco. Haviam poucos ambulantes na praça, e apenas um era credenciado. O evento foi bem tranquilo, estritamente familiar e não observamos nenhum tumulto ou confusão. Não haviam banheiros químicos no local. Voltamos para casa com o mesmo ônibus da ida, que passou poucos minutos após chegarmos ao ponto.

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  • Bloco Cowboy di Buteco

  • O bloco estava ocorrendo na Savassi, quando chegamos do bloco Vôconcê; como não tínhamos realizado todas as entrevistas no primeiro bloco, em decorrência da pequena quantidade de pessoas, resolvemos terminá-las nesse bloco. O público era composto principalmente por jovens e adolescentes, com pequena quantidade de adultos e crianças. A maioria dos foliões vinha de outras regiões da cidade, e o bloco estava bastante cheio. O policiamento era grande, com a presença de vários policiais entre a multidão. Também havia grande quantidade de ambulantes, credenciados ou não. Os representantes estavam identificados com abadás do bloco, e ficavam ou em cima do carro de som ou no entorno dele, não misturando-se aos foliões. De acordo com as entrevistas, a maioria das pessoas que acompanhavam o bloco não o conheciam. Não haviam banheiros químicos próximos do local onde ocorria o bloco. Em torno de 18h, começou a chover, o que acabou dispersando o público que acompanhava o bloco na praça da Savassi.

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  • DIA 27/03

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  • Bloco Baianas Ozadas

  • Esse foi um dos blocos mais "famosos" do Carnaval de Belo Horizonte, tendo reunido, de acordo com os organizadores, cerca de 500 mil foliões. Como não conseguimos realizar as entrevistas de domingo em decorrência da alteração da data do bloco A Pampulha é Nossa, optamos por realizá-las nesse dia. A concentração do bloco estava prevista para 9h, em frente ao Automóvel Clube, na avenida Afonso Pena, e a saída para 10h. Nós chegamos em torno de 9h45, e já havia uma grande quantidade de pessoas concentrada no local. Parte da Afonso Pena já estava interditada, e no meio da multidão encontrava-se grande quantidade de ambulantes, credenciados ou não. O policiamento também era grande, mas os policiais concentravam-se "nas laterais" da multidão, não entrando no meio dos foliões. Havia, em frente ao Parque Municipal, uma grande quantidade de banheiros químicos, mas mesmo assim muitas pessoas se acumulavam para utilizá-los. Além disso, muitos moradores dos prédios da Afonso Pena assistiam ao bloco da varanda ou janela de seus apartamentos. Em alguns trechos da avenida haviam arquibancadas, e as pessoas que não queriam acompanhar o bloco podiam ficar apenas assistindo nesses locais. Os representantes do bloco estavam identificados com abadás, e não se misturavam aos foliões: ficaram em cima do carro de som ou segurando a corda que demarcava o espaço ocupado pelo trio elétrico, impedindo a aproximação da multidão. A maioria dos entrevistados afirmou já ter participado do bloco, e outros disseram ter sido atraídos devido à divulgação e fama do bloco. O público que participou era bastante diverso, contando com foliões de todas as faixas etárias. O bloco terminou na Praça da Estação, onde chegou em torno de 15h30.

  • Bloco Cordão do Calango

  • O bloco estava previsto para 16h, com início na Rua dos Tupis, no centro. Como participamos do Baianas Ozadas, que terminou na Praça da Estação às 15h30, subimos a pé até esse bloco. Quando chegamos o bloco já havia começado, mas ainda estava parado. A concentração de pessoas não era muito grande, e nos deparamos com um público bastante diverso, composto tanto por famílias e idosos quanto por jovens e adolescentes, sendo que a maioria das pessoas ou morava ou estava próxima ao local. O bloco não possuía infraestrutura específica, sendo composto apenas por um carro de som relativamente pequeno, e o nome e símbolo do bloco eram apresentados em uma bandeira grande levada pelos representantes. Não havia banheiros químicos no local, e um dos entrevistados criticou essa ausência. Havia poucos ambulantes na área, e a grande maioria dos entrevistados acompanhava o bloco pela primeira vez, não tendo muito conhecimento sobre ele. O policiamento no local era pequeno, com a presença de poucos policiais acompanhando o bloco, e não havia separação física entre o carro de som e os foliões. Subimos com o bloco até um trecho da rua da Bahia, e voltamos para casa a pé. 

  •  Bloco Garotas Solteiras

  • Escolhemos esse bloco para completar as entrevistas que iniciamos no Baianas Ozadas, visando compensar a alteração de data do A Pampulha é Nossa. O bloco estava previsto para 17h, saindo da Praça Estevão Lunardi, no bairro Sagrada Família (fora da região centro-sul). Fomos ao bloco por recomendação de amigos, e chegamos em torno de 19h. O bloco já havia saído e, diferentemente do que imaginávamos, contava com uma quantidade muito grande de foliões. O público era majoritariamente jovem, e não notei policiais no meio da multidão; em alguns momentos observei-os "nas laterais" do bloco. Haviam banheiros químicos em um trecho da avenida Silviano Brandão, mas só nos deparamos com eles quando o bloco já havia acabado e estávamos voltando pela avenida, que nesse momento já estava vazia. Além disso, houve bastante interação dos moradores dos prédios do entorno com os foliões que acompanhavam o bloco: em diversos momentos eles apareciam na janela ou varanda, cantando e até mesmo jogando serpentina e molhando os foliões com água de mangueira. Grande parte dos entrevistados afirmou ter ouvido falar do bloco, e por isso resolveu participar; outras afirmaram ter participado dos ensaios. O bloco terminou um pouco depois das 22h, mas a multidão continuou no local. Em determinado momento, um grupo de pessoas com instrumentos saiu da avenida Silviano Brandão e subiu a rua em que estávamos em direção ao bairro, cantando e tocando, sendo seguidas por grande quantidade de foliões. No entanto, após andarmos um trecho, apareceu uma viatura de polícia pedindo a dispersão das pessoas e o fim da música. Assim, seguimos, juntamente com o grupo, para um bar um pouco a frente, onde o pessoal se concentrou na rua, na calçada e no interior do bar. Passado um tempo, chegaram mais viaturas de polícia, cerca de três, e os policiais saíram do carro já com armas de fogo em punho, pedindo a dispersão da multidão. 

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  • DIA 28/03

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  • Bloco Concentra mas não sai

  • O bloco estava previsto para 15h, no bairro Ipiranga, fora da região centro-sul. Fomos até o local de ônibus, sem grandes transtornos, e andamos um trecho a pé para chegar até o bloco. A concentração de pessoas não era muito grande, contando principalmente com moradores do bairro e do entorno. Assim como o bloco Vôconcê, eram um evento bastante familiar, com presença de pessoas de variadas faixas etárias, desde crianças até idosos. Os representantes do bloco estavam identificados com camisetas, mas misturavam-se à multidão. Haviam alguns banheiros químicos próximos ao local, e um policiamento pequeno, com a presença de poucos policiais. Voltamos para casa com o mesmo ônibus da ida.

PESQUISADOR 01 - 24 a 28/03/2017

DIA 24/03

 

- BLOCO DO KANELLA

Bloco previsto para as 15h, na Savassi, no entanto foi cancelado.

Não havia nenhum reapresentante do bloco para qualquer informação, apenas ambulantes (credenciados e não credenciados).

 

- WS ELÉTRICO

Na Praça Savassi, onde sairia o Bloco do Kanella, comentaram que haveria um bloco as 17h na Praça da Liberdade, entao decidimos ir até lá. Encontramos o bloco, parado e se preparando para sair, as 16h na Av. João Pinheiro.

Havia poucas pessoas próximas ao bloco-carro, a maioria utilizando uma mesma camiseta (que não era do bloco) descobrimos que eram amigos de quem tocava no bloco e que estavam todos prestigiando os colegas.

Na Praça da Liberdade havia grande quantidade de banheiros químicos e policiais.

Importante relatar que voltamos para a praça a noite, por volta das 19h, e o bloco ainda estava tocando. Tocaram até as 22h aproximadamente. Nesse momento a praça estava absurdamente cheia, presenciamos furtos e a policia só estava presente para indicar as mudanças no transito, não vimos policiais no meio dos foliões.

 

-ARRASTÃO ELETRÔNICO 

O bloco, previsto para as 17h ocorreu na Savassi com um pequeno atraso.

Não havia banheiros químicos, policiais ou qualquer infraestrutura para o bloco.

As 18h havia pouquíssimas pessoas no local, a maioria ou era adolescente (menos de 18 anos) ou estava saindo do trabalho e "deu uma paradinha".

Nas entrevistas ninguém conhecia o bloco previamente.

Ao final do dia, no retorno para casa passamos pela praça e ela estava absurdamente cheia, sendo difícil a locomoção das pessoa. Alguns estabelecimentos alimentícios, que normalmente ficam abertos no horário, estavam fechados. Um local em especifico que eu frequento, Sandu-che, fez uma barricada com bancos do estabelecimento para evitar a entrada de foliões. Nesse momento haviam policiais mas não exatamente onde estava a muvuca (R. Pernambuco x R. Tomé de Souza)

 

DIA 25/03

 

- ENTÃO BRILHA

De manhã fomos no bloco, mas apenas para curtir, como foliões, já que outra dupla estava responsável por este bloco. O comentário é apenas para relatar algumas observações. 

Havia a presença de pessoas mais velhas, senhoras, vovós, no meio da muvuca, curtindo, dançando e cantando igual qualquer outra pessoa. Também havia a presença de crianças, algumas aparentavam não saber o que estava realmente acontecendo, outras estavam se divertindo. O bloco parecia bem organizado, no entanto algo desagradável ocorreu no meio da diversão, utilizaram spray de pimenta, não sei dizer quem, pois não conseguimos ver, mas no momento não estava acontecendo briga ou algo que visivelmente necessitava de uma ação drástica. Muitos foliões, inclusive eu, saíram correndo para as extremidades, tossindo e passando mal. 

 

- A PAMPULHA É NOSSA

Tivemos imensa dificuldade de chegar até a Pampulha, estamos acostumadas a utilizar o 5106-move que passa próximo a Praça Savassi. Ao chega no ponto havia um papel dizendo que das 12h do dia 25/02 até dia 28/02 o ponto não estaria em funcionamento, e que deveríamos procurar o ponto da Av. Bias Fortes ou da Av. do Contorno. Vale ressaltar que o papel não dizia a localização desses ponto. E ambas as avenidas são extremamente grandes. Como havia grande quantidade de pessoas no ponto, decidimos ficar um pouco e ver se realmente não estava passando ônibus. Uma mulher nos disse que também ia pegar o 5106, e que quando estava chegando no ponto o ônibus estava saindo, e não tinha conseguido entrar. Esperamos por cerca de uma hora, nesse intervalo passaram alguns ônibus, mas não o 5106. Voltamos para casa para olhar no aplicativo SIU Mobile Belo Horizonte e Moovit, se tinha alguma informação sobre. (Não levamos celulares em nenhum dos blocos para evitar furtos, que são muito frequentes). Nos aplicativos aparecia que estava tudo normal, sem desvios. Decidimos então descer até um ponto na Afonso Pena que sabemos que o ônibus passa. No caminho encontramos policiais civis e municipais, que não sabiam nos informar sobre o assunto. Encontramos alguns funcionários da BH Trans, e um deles pegou o celular e olhou qual seria o novo trajeto. Quando questionei onde ele estava olhando ele respondeu: Em um PDF que a BH Trans enviou para os funcionários. Questionei se esse PDF também tinha sido disponibilizado na internet, a resposta foi negativa. No PDF havia apenas as ruas em que o ônibus passaria, mas não havia qualquer especificação de onde ele pararia. Decidimos ir até o Viaduto Oiapoque, um dos locais informados. Descendo a Afonso Pena, passamos no meio de um bloco que estava próximo a Praça Tiradentes, depois de uma caminhada vimos um ônibus do Move, que não era o que queríamos, mas pegamos ele e faríamos baldeação em uma das cabines para o ônibus desejado. Descemos na estação SENAI, e o 5106 estava 24 minutos distante, conversamos com funcionários e pegamos outros ônibus. Chegando na Lagoa, não havia qualquer movimentação de bloco, perguntamos para as pessoas que estavam próximas e ninguém tinha conhecimento, até encontrarmos um rapaz que tinha no celular todos os blocos que aconteceriam em BH (um arquivo que mandaram pra ele no WhatsApp). O rapaz foi super gentil e tentou nos ajudar e disse: Não tenho uma boa notícia, o bloco é aqui mesmo, mas é amanhã. Ele nos emprestou o celular para olharmos, e de fato estava que o bloco ia sair da praça da igreja no domingo. Como não havia nenhuma movimentação, decidimos ir embora. 

 

DIA 26/03

 

- VÔCONCÊ

Bloco fora do centro-sul, no bairro de São Geraldo. Devido aos problemas anteriores com transporte, pesquisamos previamente como chegar até o bairro, fomos de ônibus, mas o ônibus estava fazendo um caminho diferente do habitual, o desvio tinha como objetivo não passar dentro do contorno, já que muitas ruas estavam interditadas.

Chegando no local, o bloco estava em uma pequena praça do bairro, havia grande numero de crianças brincando no parquinho da praça, e os pais de olho nas crianças mas também aproveitando a música do bloco. O bloco era bem pequeno, e durante as entrevistas descobrimos que era um bloco formado majoritariamente por frequentadores da igreja; a maioria das pessoas que estavam presentes tinham sido convidadas pela igreja. Foi a primeira vez que o bloco participou. Havia apenas três policiais militares, que estavam bem tranquilos. O evento foi bem familiar. Não havia separação entre participantes do bloco e foliões, todos se misturavam, mas os participantes do bloco estavam todos com uma mesma camiseta com o nome do bloco. Havia apenas um ambulante credenciado participando do evento.

 

- COWBOYS DI BUTECO

Primeiro ano do bloco, que saiu da Praça da Liberdade e chegou até a Praça Savassi, encontramos com o bloco quando chegamos de São Geraldo, ele já estava na Praça Savassi. Havia grande número de vendedores ambulantes (credenciados e não credenciados), também havia maior policiamento, policiais abordavam pessoas e pediam para revista-las. Assim como a maioria dos blocos na Savassi, o público era bem variado com relação de onde vinham. A "bateria" do bloco estava toda uniformizada, no entanto não havia separação física (corda) entre bateria e foliões. O carro de som contava com uma grande cabeça de cavalo, o que chamava a atenção.

A chuva acabou dispersando os foliões, que primeiramente tentaram se esconder nas marquises mas acabaram indo embora.

 

DIA 27/03

 

 

- BAIANAS OZADAS

Chegamos a pé no bloco, durante a concentração, havia policiais para organizar o transito, já que o bloco interditou vias importantes da cidade, mas não observei policiais no meio da multidão durante a organização e movimentação do bloco em si. Muitos foliões já tinham participado do bloco em outros carnavais, e o público era bem eclético quanto a idade e onde morava. Havia alguns moradores de prédios ao redor na janela, observando a movimentação, mas não interagiam com os foliões.

O bloco era fisicamente separado dos foliões, por demarcação com corda. No entanto presenciei um momento em que uma pessoa (que não era folião) querendo atravessar, e foi permitido a ela. Aparentemente estava de passagem, querendo "fugir" da bagunça.

 

- CORDÃO DO CALANGO

Fomos a pé da Praça da Estação (até onde foi o Baianas Ozadas) até a rua Tupis, próximo ao shopping cidade. Chegamos no bloco que praticamente se resumia a um carro de som. Não havia grande número de foliões. Grande parte estava ali porque encontrou o bloco sem querer ou porque morava próximo. Havia um público com mais crianças, acredito que devido ao menor tumulto mesmo (questionei os pais se achavam seguro sair com as crianças e eles disseram que sim)

 

- GAROTAS SOLTEIRAS

O bloco, que concentrou na Praça Estevão Lunardi - Sagrada Família - não se encontra na programação do site www.carnavaldebelohorizonte.com.br o que me fez acreditar que teria poucos foliões, mas tinha bastante gente. Principalmente jovens. Foi um dos lugares em que mais vi interação entre moradores e bloco. Havia moradores nas janelas, cantando e se divertindo, um dos moradores inclusive estava com uma mangueira jogando agua nos foliões e visivelmente feliz com a situação. havia policiamento, mas não havia banheiros químicos. Placas nas ruas informavam os moradores que haveria carnaval na rua e que ela estaria interditada das 11h as 23h.Após o termino do bloco Garotas Solteira, um grupo de pessoas, com instrumentos, se reuniu e subiu para a Rua Pouso Alegre, em cerca de 5 minutos chegou carros de policia pedindo para que parasse com a música, e que a dispersão do bloco deveria ser pela Av Silviano Brandão. Como havia um bar, apesar de terem parado com a música, todos ficaram na rua. até chegar aproximadamente uns 5 carros da policia militas, com arma em punho e "pedir" para os foliões irem embora.

Fomos embora andando pela Silviano Brandão, que tinha muita sujeira e depois pedimos um táxi.

 

DIA 28/03

 

- CONCENTRA MAS NÃO SAI

Fomos de ônibus até o bloco no Bairro Ipiranga, que não estava tão cheio como os blocos das região centro-sul, mas tinha grande número de foliões. Havia alguns banheiros químicos e alguns policiais. Mas de forma geral estava tranquilo. A maioria das pessoas eram do próprio bairro. As pessoas participantes do bloco estavam uniformizadas com camisetas do bloco. Havia tanto jovens como famílias, inclusive pessoas mais velhas, idosos. 

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